Mero traço que no peito abraça, abarca em brisas soltas teu sorriso, mas em vão sequer protege meu achado das rudes ventanias que destronam a paz!

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Editora Protexto lança "Porões Duendes", segundo livro de Márcia Sanchez Luz, com prefácio de Leila Míccolis






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Contradança  
© Márcia Sanchez Luz  
Sou feito a bailarina que descansa, entregue após a valsa que entristece e que a faz, sorrateira em esperanças, refrear o desejo que emudece.  
Tão pouco sei de mim e de você! (Do riso pulsa a veia latejante) O espelho em que me vejo é tão clichê! Reflete até o espaço itinerante!  
Assim, quando acordar da contradança, aguardarei o olhar que me envaidece e que me faz corar e me enternece.  
E entardecendo a dor que não fenece meus olhos, de cansaço, vão se unir. À espera, movimento não padece.





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Inalienável Veto

© Márcia Sanchez Luz

 

 

Mero traço que no peito abraça,

abarca em brisas soltas teu sorriso,

mas em vão sequer protege meu achado

das rudes ventanias que destronam a paz!

 

 

Quero a semente que te aleita a vida!

Em forma de sustento, o alento é puro.

Se na semeadura teu lago é mais fundo,

que então teus grãos possam nutrir meus dias.

 

 

Secreto a ti meus mais parvos idílios!

Caprichos tolos, porém verdadeiros.

E na pujança de meus devaneios

espero a noite que me acorde os sonhos.

 

 

Estreitas brumas impelem-me a alma

a transgredir preceitos tão abjetos!

Pois que de tola já me basta a crença

de ser em mim inalienável veto.

 





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