Mero traço que no peito abraça, abarca em brisas soltas teu sorriso, mas em vão sequer protege meu achado das rudes ventanias que destronam a paz!

Escrito por: marciasl2001@yahoo.com.br

Contradança
© Márcia Sanchez Luz
Sou feito a bailarina que descansa, entregue após a valsa que entristece e que a faz, sorrateira em esperanças, refrear o desejo que emudece.
Tão pouco sei de mim e de você! (Do riso pulsa a veia latejante) O espelho em que me vejo é tão clichê! Reflete até o espaço itinerante!
Assim, quando acordar da contradança, aguardarei o olhar que me envaidece e que me faz corar e me enternece.
E entardecendo a dor que não fenece meus olhos, de cansaço, vão se unir. À espera, movimento não padece.

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Escrito por: marciasl2001@yahoo.com.br

Inalienável Veto

© Márcia Sanchez Luz

Mero traço que no peito abraça,

abarca em brisas soltas teu sorriso,

mas em vão sequer protege meu achado

das rudes ventanias que destronam a paz!

Quero a semente que te aleita a vida!

Em forma de sustento, o alento é puro.

Se na semeadura teu lago é mais fundo,

que então teus grãos possam nutrir meus dias.

Secreto a ti meus mais parvos idílios!

Caprichos tolos, porém verdadeiros.

E na pujança de meus devaneios

espero a noite que me acorde os sonhos.

Estreitas brumas impelem-me a alma

a transgredir preceitos tão abjetos!

Pois que de tola já me basta a crença

de ser em mim inalienável veto.

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